Ensemble Madrigalesca:
Nicole Casalonga, voz e direcção.
Patrizia Bovi, voz.
Cathy Graziani, voz.
Sobre o tema "Fiori musicali – Frescobaldi e polifonias da Córsega"
Os canto polifónicos da Córsega constituem uma das mais antigas tradições musicais populares da Europa. Objecto de um movimento revivalista a partir dos anos 1970, esta tradição tornou-se num dos símbolos identitários da cultura corsa. Neste programa, o ensemble feminino Madrigalesca propõe uma viagem por aquele universo musical, contrapondo a polifonia religiosa tradicional da Córsega às obras para órgão de Girolamo Frescobaldi, publicadas no início do século XVII.
Elisabeth Joyé é uma figura notável da escola francesa de cravo. A imprensa retém de si interpretações de grande delicadeza, uma arte inigualável do toucher, enfim uma busca constante por cores e expressividade. Esta ciência do teclado, foi-lhe transmitida pelos grandes nomes do cravo: Gustav Leonhardt no Conservatório Sweelinck de Amesterdão, Bob van Asperen no Conservatório Real de Haia, Jos van Immerseel no Conservatório Real de Antuérpia, onde se diplomou com grande distinção. Depois de ter tocado durante muitos anos em várias orquestras, Elisabeth Joyé dedica-se agora sobretudo à música de câmara e a recitais de cravo e órgão. Gravou extensivamente com orquestra, em particular com a Simphonie du Marais, dirigida por Hugo Reyne, no âmbito da música de câmara (Couperin, Bach, Blow, Purcell) e a solo (Bach, Duphly, Fischer). Sendo também uma pedagoga muito procurada, sempre quis abrir a sua investigação sobre a arte de tocar o cravo aos outros: uma busca compartilhada “para chegar a um canto e uma execução expressiva”, como escreveu Bach no seu prefácio das Invenções. Leciona cravo e baixo contínuo no Conservatório Erik Satie em Paris, na Escola Superior de Música de Lisboa e em master classes na Europa, América e Japão.
No rastro inebriante de canções de embalar (nanne), lamentos (lamenti), mas também dos terzetti e serenati, paghjelle etéreas que nossos antepassados cantavam, o ensemble Madrigalesca inscreve um percurso-memória pelas encruzilhadas dos caminhos. É um convite a um passeio entre a música popular e a praxis antiga questionando na oralidade, o que a paghjella conta do falsobordone e o que diz sobre o madrigal do quattrocento italiano os terzetti e o madrigale do repertório corso da poesia amorosa, explorando também os repertórios sacros e a sua filiação nas salmodias gregorianas. Uma, duas e três vozes (as de Gigi Casabianca, Cathy Graziani e Nicole Casalonga) que discorrem, dialogam, cruzam-se e fundam-se: «três vozes para pensar o mundo». O ensemble Madrigalesca é regularmente solicitado por grupos de música antiga para programas originais baseados em fontes escritas, seculares ou sagradas e na tradição oral. Como aqui com Élisabeth Joyé no programa Fiori Musicali, tendo como solista convidada, Patricia Bovi, diretora do ensemble Micrologus. Madrigalesca, foi fundado por Nicole Casalonga, para o qual compôs ou arranjou várias obras.



