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Até 19 de fevereiro.
No Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava.
A Festa, nome que, na Madeira, se dá aos festejos do Natal, é vivida de forma muito intensa. Começa no dia 16 de dezembro com as novenas, designadas por Missas do Parto e prolonga-se pelas oitavas de Jesus (dia 1 de janeiro) e pelas oitavas dos Reis (dia 6 de janeiro). Termina, de uma forma geral, com a comemoração do Santo Amaro, no dia 15, festa conhecida tradicionalmente como “o varrer dos armários”. Em algumas freguesias da ilha, os festejos encerram mais tarde, culminando com as festas religiosas de Santo Antão ou de São Sebastião, comemoradas nos dias 17 e 20 de janeiro.
O Natal é uma das mais profundas celebrações do povo madeirense, um marco no calendário da vida insular. A sua preparação sempre se revestiu de minuciosos preparativos e se envolveu de rituais: as Missas do Parto, a matança do porco, a antiga Noite do Mercado, a construção dos presépios tradicionais, de escadinha e de rochinha, a confeção dos tradicionais brindeiros ou a preparação dos licores e dos bolos de mel, momentos estes imortalizados no barro, modelado pelas mãos de Francisco Teixeira, um barrista contemporâneo.
Tradição e Inovação, “de mãos dadas” é o mote desta exposição que apresenta uma curiosa interpretação dos nossos rituais populares, “Preservando, no Presente, o Futuro do Passado”, lema que motiva a nossa instituição.
As suas obras de artesanato contemporâneo, encomendadas e adquiridas pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura e que fazem, agora, parte do acervo do museu, são contextualizadas com uma seleção de textos de escritores madeirenses ou publicados nos periódicos, e que descrevem estes rituais antigos, procurando-se, por um lado, avivar a memória, matando a saudade de outros tempos e, por outro, “recuperar” uma realidade que, por tão distante no tempo, é totalmente desconhecida dos mais novos.
FRANCISCO TEIXEIRA - O barrista
Desde criança sempre foi apaixonado pelas artes, em particular pela pintura e pelo artesanato, muito por influência do seu pai, Domingos Teixeira.
Apesar de a sua vida profissional ter seguido outros caminhos, Francisco Teixeira dedicou os seus tempos livres a esta atividade.

Foi, porém, essa vida profissional que o trouxe à Madeira cuja cultura, tradições e paisagens se tornaram objeto da sua paixão e motivo para se dedicar ao seu verdadeiro prazer, o barro. As temáticas que explora são diversas, mas gosta, particularmente, de fazer figurado com motivos religiosos e retratar aspetos tradicionais da ilha. Vive, atualmente, na Madalena do Mar, onde desenvolve o seu trabalho.

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