Esta rivalidade terá incentivado a construção destes instrumentos e estará provavelmente na origem do aparecimento de uma maior variedade morfológica, na Ribeira Brava e na Ponta do Sol. Nestes concelhos estes idiofones de percussão direta adquiriram caraterísticas muito peculiares. É o caso das castanholas com grandes dimensões, quadrangulares, retangulares e ovais ou com formas zoomórficas (galinhas ou cabeças de cão), que eram acionadas por um cordel. Surgiram artefactos muito originais, como o “avião de castanholas”, patente na exposição, da autoria de Alfredo Rodrigues Luzirão, que terá feito sucesso nos anos quarenta do século passado. O autor fez esta réplica, desse instrumento, que foi doada, pelo Escultor António Rodrigues, ao Museu Etnográfico da Madeira, fazendo parte do seu acervo.
Para tocar castanholas simples, alguns tocadores utilizavam uma só mão, outros usavam uma castanhola em cada mão, enquanto outros tocavam castanholas de grandes dimensões, utilizando ambas as mãos.
Quando tocadas, as castanholas são encaixadas na palma da mão e presas com um fio, que passa no dorso da mão e no dedo médio. O tocador flete o punho e fecha ligeiramente a mão, formando uma concha.
Existem vários tipos de toques, transmitidos de geração em geração, nomeadamente os popularmente conhecidos por “toque dobrado”, “tocar novo”,” três pancadas” e “bailinho”.





