Este ano, as Jornadas Europeias do Património, terão lugar entre os dias 20 e 22 de setembro e serão subordinadas ao tema” Rotas, Redes e Conexões.Trata-se de uma oportunidade de reflexão sobre aquilo que nos une e que tem permitido, ao longo dos séculos, a partilha de práticas culturais e artísticas.
Para comemorar esta iniciativa, o Museu Etnográfico da Madeira irá promover uma atividade, intitulada "ARRIBEMOS", que inclui uma visita guiada à exposição temporária “Arribar - Artes de cura e proteção” e uma visita de exploração ao jardim de ervas medicinais.
Esta atividade terá lugar no dia 20 de setembro, das 10h30 às 12h30 e tem como público-alvo adultos, com um máximo de 10 participantes.
As inscrições deverão ser efetuadas, previamente, através dos seguintes contactos:
Tel.: 291 145 326
Desde o princípio que o Homem se preocupa com a sua saúde, o bemestar e a sua felicidade. Era crença comum em todos os países europeus, que certas enfermidades tinham origem divina ou maligna, nos astros (lua, sol e estrelas), nos espíritos e sortilégios das bruxas e das feiticeiras.
Perante a impotência sobre a doença e outros tipos de desgraça, foram procurando a proteção dos deuses e implorando misericórdia divina, através da confissão, do jejum e das preces. Ainda se protegiam, através dos amuletos, superstições e cultos ligados à religião popular.
Por toda a Europa, o povo aproveitava as plantas com propriedades medicinais, sendo as práticas e as plantas comuns em todos os países, com exceção de algumas endémicas, o que originava a diversidade.
Este saber teve, por base, um conhecimento empírico, mediante a observação e experimentação, num determinado tempo e transmitido às gerações seguintes. Este conhecimento evoluiu e devido ao difusionismo, porque muitas pessoas emigraram para diferentes regiões, transportando esses conhecimentos, as variadas espécies e partilhando o seu saber, estabelecendo-se redes e criando conexões.
Como forma de preservar esse conhecimento para as gerações futuras, foi efetuado uma recolha do saber popular madeirense, que resultou na edição do Nº 7, da coleção Cadernos de Campo, “Arribar. Artes de cura e proteção”, que se encontra à venda ao público na loja do museu e na Direção Regional da Cultura.


