Até 15 de janeiro.
Na Escola Secundária Jaime Moniz.
Esta exposição insere-se num projeto de itinerância que o Museu Etnográfico da Madeira, tutelado pela Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura, desenvolve há uns anos e enquadram-se no âmbito do Projeto de divulgação “O Museu Vai à Rua”.
O museu prepara, anualmente, várias exposições, com um formato que permite a sua itinerância, sobre as temáticas do nosso Património Cultural Material e Imaterial, apresentando-as ao público, em diferentes instituições, procurando descentralizar a divulgação, fazendo-a chegar a diferentes concelhos, procurando, deste modo, conquistar todo o tipo de público.
Na Região, os festejos de Natal, ou a Festa, como é popularmente designado, são vividos de forma muito intensa. Começam, geralmente, a partir do dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição e seguem-se as nove missas do parto, em evocação aos nove meses da preparação ao parto da Virgem Maria, que têm lugar desde o dia 16 de dezembro, até à véspera do dia de Natal.
No que toca à gastronomia tradicional da Festa, a função do porco marca o início da preparação deste grande acontecimento do ano, logo após o dia Santo, de 8 dezembro.
Parte do animal era consumido nesta época e as partes restantes eram todas aproveitadas, transformadas em linguiça, carne vinha-de-alhos, torresmos, carne salgada e banha, para serem consumidas ao longo de todo o ano. Esta tradição surge associada à subsistência das famílias, já que, em tempos, a carne do porquinho da Festa, era a única existente na dieta alimentar do povo.
As rotinas do trabalho agrícola, nas zonas rurais, “abrandavam”, no mês da Festa, para dar lugar à preparação das iguarias desta festividade cíclica.
Seguia-se a preparação dos licores, com a fruta colocada previamente em infusão, a confeção da doçaria, nomeadamente os bolos e broas de mel, o bolo de família e o bolo preto e terminava com a amassadura de pão, nas vésperas do Natal e a armação da “lapinha”.


