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Dia 21 de janeiro | 15h00. 
Por Vítor Sardinha. 
Destinatários: público em geral | Entrada Livre. 
Duração: 60 min.

Um dos aspetos menos conhecido, tanto por parte dos músicos como do grande público, foi o facto de Maximiano de Sousa (Max) ter residido nos Estados Unidos da América entre 1956 e 1959. Esta conferência, que assinala também a data do seu nascimento (20 de janeiro de 1818), traz informação detalhada, expressa nos documentos, fotos e exemplos musicais do artista madeirense. 
O período de ouro da sua carreira desenvolveu-se ao longo da década de 50. Primeiro em Portugal, projetando-se como um grande nome das artes de palco (na interpretação como cantor e fadista, no Teatro de Revista, na composição de canções e fados, na imitação de instrumentos musicais em contexto performativo) sendo por isso, um dos mais ativos no mundo artístico do seu tempo. A Revista nacional FLAMA, destacou-o em foto de capa e reportagem de fundo, na sua edição de 14 de setembro de 1951. Max apresentava-se agora em nome próprio, depois de um enorme sucesso ao lado de Tony Amaral e o Seu Conjunto. Com um sólido contrato de gravação e edição discográfica, selado com a Valentim de Carvalho em 1949 (exclusividade que manteve ao longo da sua vida), o artista estava preparado. Por ser multifacetado na sua arte, foi escolhido: no Teatro de Revista por Eugénio Salvador (com Humberto Madeira e António Silva) para a Revista «Cantigas Ó Rosa» (1953); por Vasco Santana para a sua «Embaixada do Riso» (1954); por Francisco Ribeirinho «Aqui é Portugal!» (1955).  
No mundo das canções destacou-se com uma atuação em Paris, na televisão francesa com Tomé de Barros Queiroz em 1955. Nesse mesmo ano, gravou um disco (LP) para a chancela Odeon, com Amália Rodrigues, no qual se apresentou acompanhado de uma grande orquestra dirigida pelo maestro brasileiro Lindolfo Gaya. Tem também data de edição de 1955, o seu disco em nome próprio (LP), distribuído este pela Europa, Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Colónias Portuguesas de Angola, Moçambique e ainda África do Sul. Foi justamente em 1955 que se iniciaram as démarches necessárias, com o apoio da Editora Valentim de Carvalho, para uma internacionalização do artista e da música portuguesa. A conferência revela novos dados: cartas de recomendação e declarações de várias entidades, algumas em língua inglesa, necessárias para obter o Visto de Entrada, Trabalho e Residência nos Estados Unidos da América. Um processo moroso que pela sua complexidade, transitou para o ano seguinte de 1956. 
Serão apresentadas fotos inéditas do percurso artístico de Max, pelos diferentes estados e cidades americanas, bem como de atuações para a Televisão (estadual e nacional) complementadas com fotos do arquivo pessoal do artista. Destaque para alguns dos momentos mais altos dessa estadia, como por exemplo: os programas de televisão de Groucho Marx e Don Sherwood e ainda, o «The Whole World Sings» um espetáculo representativo de muitos países, realizado no Carnegie Hall em Nova Iorque, em 1958. Max integrou neste evento, representando Portugal, um elenco de 24 cantores, vindos de todo o mundo.
Vítor Sardinha
 
conferenciaMaxosonhoAmericano JAN 2026
 
 
 
 
 
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