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Inaugura no próximo dia 4 de fevereiro, pelas 14h30, no Museu de História Natural do Funchal.
“O Murmúrio da Lava”, é um projeto de investigação e criação das artistas Carolina Vieira e Catarina de Oliveira, que aprofundam a sua colaboração ao desenvolver e apresentar trabalhos individuais inéditos no contexto de duas residências artísticas em espaços dedicados à história do não-humano e à preservação vegetal: o Museu de História Natural do Funchal (MHNF) e a Estufa Fria de Lisboa (EFL).
A criação das obras assenta na escuta das plantas (e outros seres) destes jardins, ambos no seio de rochas ígneas extrusivas (formadas pelo resfriamento do material expelido por erupções vulcânicas), o solo madeirense e a bacia de basalto que acolhe a EFL. O projeto propõe um reencontro sensível com o território e os seus ecossistemas, investigando os jardins como local de ligação à ancestralidade, de relação harmoniosa com o que é exterior aos humanos, contrária à narrativa dissociativa (Homem vs Natureza) que alimenta o extrativismo e consumismo do imperialismo capitalista e colonialista.
No Museu de História Natural do Funchal, o projeto materializa-se em cerca de 25 obras inéditas de pintura e desenho apresentadas nas duas salas de exposições temporárias. O trabalho desenvolvido assenta maioritariamente em suportes têxteis e na aplicação de processos de tinturaria natural, ativados a partir da investigação da coleção do algário e das plantas tintureiras e endémicas da costa norte da Madeira. Estas obras emergem de um diálogo sensível com a coleção científica e vegetal do Museu, convocando relações entre matéria, território e memória ecológica.
Complementando as exposições, um programa público de 6 oficinas (3 em cada local) proporcionará contacto com práticas artísticas, promovendo o acesso de crianças e jovens à criação. O programa será desenvolvido com apoio da Porta33, que tem um trabalho consolidado no envolvimento de jovens, particularmente oriundos de comunidades sensíveis.
Para além do diálogo artístico, "O Murmúrio da Lava" propõe um intercâmbio entre a Madeira e o continente, explorando interseções entre património natural e cultural, história e contemporaneidade. Ao reforçar a mobilidade artística e a coesão territorial, o projeto valoriza o património e as infraestruturas culturais existentes, promovendo a descentralização da criação contemporânea. Com o apoio da DGARTES, o projeto constitui uma oportunidade para as artistas consolidarem o seu percurso e ampliarem a sua prática num esforço partilhado de experimentação, contaminação mútua e atuação comunitária.
Patente até 2 de maio de 2026.
 
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