O Serviço Educativo do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s está a promover uma oficina de fotografia, dirigida tanto ao público infanto juvenil, como ao público adulto. Os participantes terão a oportunidade de aprender algumas noções sobre o processo fotográfico em câmara escura e de criar composições visuais com recurso à técnica do fotograma e do quimigrama.
Irá acontecer nos dias 23 e 24 de julho de 2026, entre as 10h e as 12:30h, sendo que a participação é gratuita. No primeiro dia, a ação será para crianças e jovens entre os 9 e os 16 anos. O dia seguinte destina-se para os participantes adultos.
As inscrições estão limitadas a 8 participantes por dia e poderá ser realizada através do seguinte formulário: https://forms.gle/FjpkJ9Jobi48RFPQ7
Enquadramento: Um fotograma é uma imagem fotográfica obtida sem o uso de uma câmara, colocando objetos diretamente sobre papel fotossensível, preparado com sais de prata, e depois expondo-o à luz natural ou sob a luz de um ampliador. Este processo resulta numa imagem de sombra negativa, com variações de gamas luminosas consoante a opacidade e a transparência dos objetos utilizados. As áreas do papel que foram cobertas por um objeto opaco permanecerão brancas; as expostas por um tempo mais curto ou cobertas por objetos transparentes aparecem cinzentas, enquanto que, as áreas desprotegidas ficarão completamente negras. É uma técnica muito expressiva e de relativa fácil execução, tendo sido explorada ao longo dos tempos por artistas das mais variadas vertentes, entre os quais destacamos Man Ray, pseudónimo de Emanuel Radnitzky (1890-1976), um fotógrafo, cineasta e pintor americano, que trabalhou entre Nova Iorque e Paris. Para além das aplicações artísticas, variações da técnica do fotograma também têm sido utilizadas para fins científicos, tanto na área da ótica como na da medicina.
O quimigrama é uma outra técnica de também fácil manipulação, que permite a criação de imagens através da aplicação de produtos químicos fotográficos sobre papel preparado com sais de prata. Tal como o fotograma, não requer o uso de câmara fotográfica, mas tem a particularidade de poder ser processado num ambiente iluminado, pois a gravação da imagem não é feita pela luz, mas pelo químico revelador. Este processo é uma espécie de união entre a fotografia e a pintura, e produz resultados pictóricos e expressivos, que de certa forma evoca a aguarela. O artista belga Pierre Cordier (n. 1933) é um dos maiores pioneiros do quimigrama, que não só disseminou a técnica como um meio válido de expressão artística, como também a batizou como “Chemigram”.
Nesta oficina, serão exploradas não só as particularidades técnicas destas duas técnicas, como também o seu potencial expressivo. Naturalmente que serão asseguradas todas as precauções que garantam a higiene e segurança de todos os participantes. No dia 23 iremos acolher participantes infantojuvenis e os adultos irão participar no dia 24.
Vamos lá experimentar?
PLANO DE TRABALHO DA OFICINA JUVENIL DE FOTOGRAMAS E DE QUIMIGRAMAS
ATIVIDADES EXPOSITIVAS:
Atividade 1:
- Abordagem aos princípios básicos da fotografia analógica;
- Conceito de positivo e de negativo, e apresentação de alguns dos seus diferentes formatos e particularidades;
- Explanação sobre o conceito de câmara escura (laboratório fotográfico) e demonstração do funcionamento de seus principais equipamentos;
- Demonstração do processo químico de revelação de um positivo a preto-e-branco, com recurso à técnica de gelatina e sais de prata.
Atividade 2:
- Introdução à higiene e segurança no trabalho e dos cuidados a ter no decurso da oficina;
ATIVIDADES PRÁTICAS:
Atividade 1:
- Demonstração de um quimigrama e explanação dos seus princípios básicos;
- Elaboração de estudos prévios a grafite sobre papel cavalinho, numa exploração do valor linha e mancha;
- Execução de quimigramas sobre papel fotográfico velado, com diferentes técnicas de exploração plástica.
Atividade 2:
- Breves noções sobre composição, conceito de opacidade e de transparência, e de gama tonal;
- Exploração de diferentes composições visuais;
- Realização de fotogramas na câmara escura, com recurso a um ampliador, papel fotográfico e químicos de revelação.

