LogoCmadeira2020

LogoSRTC2020

PT EN

amarelo“Que seria do AMARELO se não fosse o mau gosto?” De facto, a palavra amarelo deriva do latim amarellus, de amãrus, amargo. É a cor do limão, da bílis, do enjoo, daquele que tem “má cor”, do “riso amarelo” ou do que acaba por “amarelar”. Talvez por isso o amarelo esteja ligado à medicina, à caridade, aos que devem curar os doentes. Está também associada à mentira e à inveja, ao ciúme e à traição e, por vezes no reino animal, ao perigo. Foi ainda a cor dos excluídos, dos reprovados e da estrela imposta aos judeus.

Mas, nem tudo está perdido! Também é a cor primária mais luminosa que se situa no espectro da luz solar entre o verde e o laranja. É a cor do sol, da energia, de flores e frutos, da prosperidade e da riqueza, aquela que as crianças usam para transmitir a ideia de luz. O amarelo está associado ao ouro na heráldica e também na liturgia, mostra a omnipotência, a riqueza, só podendo ser usado nas festas solenes em substituição do branco e do vermelho.
Por norma é a cor por excelência para os “Táxis” e para as “Páginas Amarelas”, já para os ciclistas é a cor mais disputada, a da camisola amarela do vencedor da Volta a França, associada ao jornal L’ Auto patrocinador da competição. Na China e na Rússia, é a cor dos imperadores, dos ricos e poderosos.
Cor cheia de contradições e instabilidade, junta-se-lhe um pouco de vermelho e ela transforma-se em laranja, um pouco de azul e temos o verde.
Na Casa-Museu Frederico de Freitas é a cor de um dos seus espaços, a Sala Amarela assim batizada por ser esse o tom que predomina nos cortinados, nos estofos e, na sua versão mais brilhante, nos detalhes dourados que animam o mobiliário.
Créditos: Casa-Museu Frederico de Freitas