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Dia 18 de maio | 15h00 - 17h00.
No Museu Etnográfico da Madeira.
Venha conhecer a Nossa Identidade. Inscreva-se!
A oficina é gratuita e as inscrições estão abertas até o dia 14 de maio.
“O futuro dos museus: recuperar e reimaginar”, foi o tema proposto pelo I.C.O.M., para a comemoração do DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, no dia 18 de maio de 2021.
Com este tema “convidam-se os museus, os seus profissionais e as comunidades a criar, a imaginar e partilhar novas práticas de criação de valor, novos modelos de negócio para instituições culturais e soluções inovadoras para os desafios sociais, económicos e ambientais que estão por vir.”
Procurando enfrentar esses desafios e centrando-se no artesanato tradicional, enquanto elemento agregador e identitário, o museu irá desenvolver uma oficina de cestaria tradicional, com a qual procura valorizar e divulgar estas artes, que poderão contribuir para a criação de novas oportunidades económicas e para um desenvolvimento, sustentável, das comunidades, afirmando as suas particularidades, a sua Identidade.
Durante quase todo o séc. XX, o cultivo do trigo foi uma das maiores produções agrícolas e, numa época de escassos recursos, o aproveitamento da palha de trigo surgiu, quase naturalmente. Utilizada, tradicionalmente, na nossa ilha, para cobrir as casas, era aproveitada, em algumas freguesias, como matéria-prima, para confecionar objetos utilitários e decorativos, atividade desenvolvida por alguns artesões locais.
Na freguesia da Ponta do Pargo, concelho da Calheta, era usada na confeção de cestaria, nomeadamente os chamados balaios, cestos utilizados, antigamente, no transporte de água e alimentos.
Esta tradição, fortemente enraizada naquela freguesia, havia se extinguido há mais de vinte anos, com a última artesã, Felisbela Ezaura de Sousa. Esta artífice havia, no entanto, dado formação na Casa do Povo, a algumas raparigas da freguesia. Madalena Andrade foi uma dessas formandas, que não deu continuidade ao ofício, pelo que o Museu Etnográfico da Madeira, em parceria com a Casa do Povo da Ponta do Pargo, lançou-lhe o desafio para recuperar esta tradição, de forma a perpetuar, mas, também, renovar esta arte, introduzindo novas técnicas, novos materiais e reimaginando novas formas, adaptadas a novas funções, de acordo com novas necessidades.
Tendo aceitado o desafio, a artesã recuperou esta tradição pretendendo, agora, transmitir o seu saber-fazer, a jovens interessados, que, futuramente, possam dar continuidade a esta arte, recorrendo a materiais locais e técnicas de produção sustentáveis, para criar artefactos modernos, adaptados às novas necessidades do mercado, mantendo, simultaneamente, os laços com as suas raízes.
 
cestaria