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Valorize, compre o que é NOSSO! 
O Museu Etnográfico da Madeira inicia hoje uma nova rubrica semanal. 
Tendo em conta as contingências provocadas pelo vírus COVID-19 e os limites que nos foram impostos por esta situação, temos procurado quebrar as limitações impostas pelo isolamento físico, com partilhas virtuais, que nos permitam manter o envolvimento com os nossos públicos. Através do nosso património, da nossa Cultura, procuramos manter viva a nossa Identidade e alimentar a esperança, através da criatividade. 
E porque é um momento crítico para a nossa economia, decidimos criar uma nova rubrica “ARTESANATO MADEIRENSE – Valorize, compre o que é NOSSO”, procurando contribuir, desta forma, para a sua recuperação. 
Através da partilha, de obras de artesanato, de produção regional, pretendemos dar a conhecer os artesãos madeirenses e incentivar a população em geral, a comprar o que é NOSSO. 
Todas as semanas, apresentaremos o trabalho de um artesão. Hoje, trazemos uma obra, da oficina de Cerâmica Azul Desejo.
O aparecimento de jovens no mundo artesanal, a utilização de novas tecnologias, o aproveitamento de novas matérias-primas e a criação de novas formas, são extremamente importantes para a sobrevivência de uma produção artesanal adaptada às novas exigências do mercado.
A ceramista Paula Gomes, proprietária da oficina “Azul Desejo”, situada na freguesia do Paúl do Mar, concelho da Calheta, é uma das chamadas “novas artesãs” que apostou num conceito inovador. Apesar da azulejaria não possuir tradição na nossa Região, Paula aprendeu o ofício, introduziu as suas obras no mercado artesanal madeirense, renovando e enriquecendo o nosso património artístico, e mantém a sua oficina aberta ao público.
Paula e, atualmente, também Duarte Gomes, produzem, essencialmente, azulejos, utilizando a técnica de aresta no seu fabrico e têm, de uma forma original, explorado a riqueza do bordado madeira, executado, durante séculos, pelas nossas bordadeiras.
Como referiu a ceramista, “a cerâmica é a arte de trabalhar o barro que sendo à partida um material sem forma, é suscetível de ser transformado e para isso tem apenas como limite a imaginação. Sendo assim, porque não bordar o barro? Surgiu desta forma a ideia deste trabalho. Para o concretizar foi preciso dar a tal forma ao material informe e bordar sem linhas, mas traçando Linhas de Terra”.

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira

ArtesanatoMadeirense