Dia 14 março | 10h00 - 12h30.
Museu Etnográfico da Madeira, Ribeira Brava.
No âmbito da exposição temporária “Cantaria Mole. A obra”, que está patente ao público, no Museu Etnográfico da Madeira, até 21 de março, os Serviços Educativos promovem a oficina “Do Caco à Massa”, que será ministrada por Agostinha Reis, Fátima de Jesus e José Santos, Assistentes Técnicos do museu.
Esta oficina será organizada em dois momentos. Os participantes terão a oportunidade de assistir à execução da pedra de bolo do caco, em cantaria mole, acompanhando todo o processo e poderão, igualmente, participar ativamente na sua construção, experimentando as técnicas tradicionais utilizadas.
Num segundo momento, será apresentada a confeção do bolo do caco, segundo a receita tradicional recolhida no Porto Santo, com Maria José Neves, permitindo aos participantes conhecer as etapas de preparação desta iguaria da Região.
Antigamente este pão era cozido num caco de pedra (um bloco achatado, que não era aproveitado para outros fins) abafado de cinza ou em lume vivo, dando-lhe a forma de um bolo redondo e achatado. Na época, o uso deste utensílio permitia às classes menos abastadas cozer o pão sem utilizar o forno a lenha, visto os fornos públicos serem pagos.
O bolo do caco é de origem controversa e o vocábulo caco é considerado a forma reduzida do latim caccabum, que significa panela, tacho, caldeirão.
Alguns autores definem caco como pedra ou chapa de ferro onde se coze o bolo de trigo, por isso chamado bolo-do-caco, outros descrevem-no como uma lâmina de ferro espessa ou de olaria, destinada à cozedura dos bolos do caco.
Atualmente, em algumas unidades domésticas, ainda se amassa à mão e coze-se o bolo do caco em cima de uma pedra de tufo aquecida no lar.
Inscrição gratuita:
Telef.: 291 145 326 /


