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Nasceu em S. Vicente, Ilha da Madeira, em 1921, falecendo no Funchal, em 2008. Figura multifacetada do séc. XX, criou em várias áreas: poesia, história, arqueologia, ficção, dramaturgia, experimentalismo, pintura, escultura, desenho e cinema.
Licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Diplomado em Biblioteconomia e Arquivismo pela Universidade de Coimbra. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudando Etnografia na Universidade de Paris, estagiando aí em Museologia. Frequentou o Instituto Central de Restauro, em Roma, especializando-se em restauro de obras de arte. Dirigiu duas instituições madeirenses de relevo: o Museu da Quinta das Cruzes e o Arquivo Regional da Madeira.
Apresenta uma vasta obra estratificada por várias áreas do conhecimento. Explorou a eletrografia e foi um dos pioneiros na poesia experimental em Portugal, organizando, com Herberto Helder, os dois números da revista “Poesia Experimental” (1964, 1966). Dinamizou a revista “Filigrama” em 1981 com trabalhos seus, de António Dantas e António Nelos.
Realizou diversas exposições de pintura e poesia visual, participando também no movimento internacional de Mail Art. Autor de várias peças de teatro das quais se destaca “Desastre nu” (1981), que ganhou o 2.º prémio do Concurso de Peças de Teatro Inéditas promovido pela Secretaria de Estado da Cultura. Na área da poesia publica também várias obras uma das quais em co-autoria com Alberto Pimenta, E. M. de Melo e Castro e Ana Hatherly: “Joyciana”, 1982.
Participou na XIV Bienal de S. Paulo (1977) com “OVO/POVO”, exposta posteriormente em Lisboa (1978) e Coimbra (1980), e na PO.EX. 80, em 1980 e 1981. Em 2007 expõe no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Ilustrou o livro “Canhenhos da Ilha” de Horácio Bento de Gouveia.
Da sua obra pública destacam-se: em 1960, o monumento comemorativo da morte do infante D. Henrique, no Porto Santo, 1960; os relevos da fachada da atual Escola Secundária de Francisco Franco; um painel cerâmico no mercado de Santa Cruz; e a imagem de Santa Ana, em cantaria rija, na Câmara Municipal de Santana, 1959.
Na pintura passou por um período inicial de cariz figurativo, com tendência naturalista, passando depois para uma vertente expressionista com opção pela abstração, pela via da geometrização ou pelo informalismo.
Neste “Sem título”, Aragão movimenta-se pelo campo do abstracionismo, de ténue diferenciação entre o geométrico e o informal, em que a organização da cor, da forma e da luz nos orienta para a perceção da tridimensionalidade no relevo, convexo ou côncavo, para a ambiguidade entre forma e fundo, e, para a multiplicidade de interpretações suscitadas pela representação velada do conjunto.

Créditos: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira

MudasAntonioAragao