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Após a debulha do grão, efetuada na eira, seguia-se a limpeza do grão. Após o aparecimento da máquina de debulhar (“máquina americana” ou “ferro”)esta operação foi mecanizada, passando a utilizar-se a chamada “ventoinha” ou “tarara”, acionada por uma manivela.
Atendo à orografia dos terrenos e a sua difícil acessibilidade e à falta de recursos financeiros para adquirir aquele equipamento, existiam grupos itinerantes que levavam estas máquinas até junto dos clientes, anunciando a sua presença ao som de um búzio. Escolhiam um local onde estas máquinas eram colocadas, dirigindo-se ali a população para proceder à debulha e limpeza dos seus cereais, sendo o pagamento deste serviço feito, geralmente, em género, ou seja, os debulhadores ficavam com parte do cereal debulhado.
Bibliografia: BRANCO, Jorge Freitas, Camponeses da Madeira – As bases materiais do quotidiano no Arquipélago (1750-1900), Publicações D. Quixote, Col. Portugal de Perto, Nº 13, Lisboa. 
As coleções do Museu. Ciclo dos Cereais. 
Debulha. 
 
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira
 
aventoinha