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Existiram inúmeros tanoeiros na cidade do Funchal, a trabalhar por conta própria nas suas “tendas” (oficinas) ou a prestar serviço nas casas vinícolas. A presença destes profissionais na nossa cidade está representada na sua toponímia, existindo uma rua com a designação destes artífices, a rua dos Tanoeiros. 
Além do tradicional “vasilhame”, ou seja, barris, cartolas, pipas, tonéis e cubas, estes artífices também confecionam outro tipo de peças, nomeadamente medidas, funis, jarros, bancos ou mesas. 
Na confeção dos artefactos utilizam, como matéria-prima, diferentes tipos de madeira, nomeadamente carvalho americano, castanheiro, acácia, mogno ou urze. Os aros, utilizados na montagem dos artefactos, são de ferro. 
As principais ferramentas usadas pelos tanoeiros são as plainas, os chaços, a enxó, os sagotes, a serra de voltear, o malho, o compasso, os cutelos, a pua, o “trade”, o “rebote”, a bigorna, e o banco de tanoeiro, popularmente conhecido por “muleta”. 
A plaina é uma ferramenta utilizada usualmente em carpintaria, mas também na tanoaria. Serve para nivelar e determinar a espessura das peças. Existem plainas de vários tipos, que podem fazer desde o desbaste grosseiro duma peça serrada até ao afagamento final. 

Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. 
Atividades produtivas.Vitivinicultura. 
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira. 
tamoariaplaina