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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. Figurado de Barro.

No arquipélago da Madeira existiram várias olarias, localizadas em diferentes concelhos, tendo a “Antiga Olaria do Lazareto” sido a última a laborar na ilha da Madeira.
Contudo, a modelação do barro, nestas unidades industriais artesanais, restringiu-se, essencialmente, aos utensílios de utilidade doméstica e, apesar de terem-se fabricado algumas figuras, a verdade é que o figurado local nunca se afirmou com características muito próprias.
Na olaria, o figurado era obtido por uma fôrma, de modo a obter-se uma expressão mais aperfeiçoada. A moldagem, em matrizes de gesso, era realizada com moldes externos. Depois de retiradas dos moldes e após os retoques da composição, as figuras iam ao forno e eram, posteriormente, pintadas à mão.
Estas figuras de presépio, os Reis Magos, foram produzidas na Antiga Olaria do Lazareto e pertencem ao acervo do Museu Etnográfico da Madeira.
DIA DOS REIS
Integrado na quadra natalícia, comemora-se, a 6 de Janeiro, o Dia de Reis.
Segundo o Evangelho, pretende-se assinalar a viagem dos três Reis Magos, vindos de países orientais até Belém, guiados por uma estrela, para prestar homenagem ao Menino Jesus e oferecer os presentes, constituídos por ouro, incenso e mirra.
Estas personagens simbolizam a riqueza, o poder e a ciência e constituem uma homenagem de todos os povos, a Cristo recém-nascido.
Um doce típico desse dia é o “Bolo Rei”, batizado em honra dos Reis Magos. Trata-se de uma espécie de pão doce, recheado e enfeitado com frutos e cascas secas, cristalizados, nozes pinhões, amêndoas, etc.
Na véspera, era costume “Cantar aos Reis”, uma espécie de peditórios, cantados de porta em porta, com um caráter alusivo e propiciatório, que remete para antigas práticas pagãs, em que eram oferecidas as dádivas do início do ano, símbolo da abundância anual, quer para quem pedia, quer para quem doava.
Era também mais um dia que se visitavam as lapinhas dos vizinhos e amigos.
Assim, grupos de homens e mulheres, acompanhados por músicos, percorriam as casas e, em troca de licores, broas, “bolo rei”, “bolo de mel” e outros doces da época, consumidos no momento, durante a confraternização, entoavam-se adequadas quadras populares, a diferentes momentos: antes de entrar nas casas, no seu interior e ao sair.
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.
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