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As Coleções do Museu. 
Para a produção de utensílios domésticos, instrumentos de trabalho e alfaias agrícolas, o povo sempre recorreu ao seu engenho e criatividade e aos recursos naturais, proporcionados pelo meio. Os utensílios de tecelagem não foram exceção.
Sendo a cana vieira uma planta espontânea muito abundante no arquipélago e de fácil acesso, as tecedeiras utilizavam-na para construir muitas das suas “ferramentas”, nomeadamente a "roca", utilizada para fiar.
O tipo de “roca" utilizada, vulgarmente, entre nós, é de um só bojo, e consta de uma cana fendida longitudinalmente, na parte superior, geralmente entre dois septos, de modo a permitir destacar, da própria cana, quatro, seis ou mais tiras ‑ as “fugas” ‑ que, arqueadas por intermédio de uma rodela ‑ "ciso" ‑ que se introduz no meio delas, formam o bojo do “roquil”. (OLIVEIRA, GALHANO, PEREIRA, 1991:85‑86).
A fibra de linho ou a lã eram colocadas na roca, a tecedeira puxava um fio, humedecia-o com saliva e esticava-o, de forma a obter um fio uniforme. Enrolava-o depois no fuso, formando uma maçaroca de fio.
Esta peça, pertencente ao acervo do museu, é da autoria de Agostinho Vasconcelos.

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira

BIBLIOGRAFIA:
OLIVEIRA, Ernesto Veiga de; GALHANO, Fernando; PEREIRA, Benjamin; O Linho – Tecnologia Tradicional Portuguesa, 2ª edição, Instituto Nacional de Investigação Científica, Centro de Estudos de ETNOLOGIA, Lisboa, 1991.

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