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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. 
A embalagem tem a sua origem nos primórdios da civilização e surge da necessidade, do ser humano, de encontrar formas de guardar, conservar e transportar os produtos, principalmente os alimentos.
À medida que a humanidade foi evoluindo, foi descobrindo novos materiais, desenvolvendo novas necessidades, ampliando a gama de produtos dos quais faz uso e, consequentemente, foram surgindo diferentes embalagens, nomeadamente recipientes em barro, madeira, couro, vidro ou metal.
Desde o início do século XVII, os “funileiros” ou “picheleiros”, ou seja, os artesãos que elaboram peças moldadas a partir de chapas metálicas, fabricam recipientes de folha de zinco, chumbo, estanho ou outros metais, para guardar alimentos secos, como farinha e grãos, recipientes estes que foram os precursores das latas de conserva.
Em Portugal, as delgadas folhas de ferro estanhadas, ficaram conhecidas como ‘folha-de-flandres, designação que deriva da cidade de Flandres, na Bélgica, porque inicialmente era daí que eram importadas para Portugal.
Trata-se de um material laminado a frio, composto por ferro e aço de baixo teor de carbono, com os dois lados revestidos por estanho puro, desenvolvido para evitar a corrosão e a ferrugem e por possuir alta resistência e maleabilidade.
Esta caixa, que pertence ao acervo do museu e que servia para guardar e conservar os tradicionais “bolos de mel”, confecionados no Natal, é um exemplo desse tipo de recipientes, moldados com “folha de flandres”.

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira

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