LogoCmadeira2020

LogoSRTC2020

PT EN

Reconhecida internacionalmente é considerada uma das maiores artistas plásticas portuguesas de todos os tempos. As temáticas das suas obras centram-se nas cidades e na sua arquitetura, nas bibliotecas, nos azulejos, tapeçarias, vitrais e até ilustração de contos. A fragmentação espacial, característica que a coloca na linha da abstração, é uma das principais características da sua pintura. A perspetiva, o plano e as estruturas urbanas são uma preocupação constante nas suas composições, bem como a cor, elemento que acentua a plasticidade nas suas obras.

Nascida em Lisboa, cedo deixou a capital portuguesa para viver em Paris. Território onde fez grande parte do seu percurso artístico em contacto com alguns dos principais artistas da vanguarda. Em 1930 casa com Árpád Szenes, artista plástico húngaro de origem judia com quem viria a partilhar a vida e a paixão pela arte. Em 1939, já durante a II Guerra Mundial, o casal vive um conturbado período, tendo Portugal recusado os acolher, partem para o brasil onde se mantêm no exílio até 1947, época em que regressam à Europa, continuando a trabalhar ativamente. Em 1956 é lhe conferia nacionalidade francesa. Nunca esquece, porém, Portugal país a onde regressa com frequência e onde irá viver os últimos tempos da sua vida.

Vieira da Silva acarinhou, acolheu e orientou artistas plásticos portugueses emigrantes ou de passagem por terras francesas. Da vasta correspondência que manteve com os que lhe eram próximos, destacamos um excerto de "Gatos Comunicantes” em que Vieira da Silva pede a Mário Cerariny que "Não deixe de ir ver a exposição dos meus queridos pintores de Paris, (...)", referindo-se a uma exposição de pintores portugueses de Paris realizada em Lisboa, na Galeria Buchhloz, em outubro de 1966, onde estiveram presentes René Bértholo, Manuel Cargaleiro, Lourdes de Castro, Eduardo Luís, José Escada e Jorge Martins.

Créditos: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira

MudasVieiraSilva