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De Carlos Jorge Pereira Rodrigues.
Construtor de Cordofones.
Funchal, Madeira 1996.
Col. Museu Etnográfico da Madeira.
Instrumento musical de mão, de caixa em forma de oito, com cinco cordas, mantidas em tensão por cinco cravelhas de madeira. Possui uma abertura circular, que reproduz o som das cordas. O braço, em madeira, com escala em ressalto, sobre a tampo, possui dezassete trastes, a "cabeça" possui a forma de um oito. Nesta encontra-se encaixado o sistema de cravelhas dorsais, para afinar a tonalidade sonora.
"Sua afinação e encordamento: O rajão tem cinco cordas, dispostas da forma seguinte (de baixo para cima e/ou do agudo para o grave): 1ª Lá (carrinho- Nº - 10) 2ª Mi (carrinho - Nº - 4) 3ª Dó (bordão - Nº - 41- si da guitarra portuguesa) 4ª Sol (toeira * carrinho - Nº -9) 5ª Ré (bordão - Nº - 41 - Si da guitarra portuguesa) * Toeira é a corda que dá o tom da afinação de qualquer instrumento.
É de realçar que o rajão tem uma curiosa disposição no seu encordamento, sendo a terceira corda um bordão, produzindo uma sonoridade sui generis. Na sua forma original, tem 17 trastes, 66 cm de comprimento total, 32 no comprimento da caixa harmónica e 21cm no espaço mais largo da sua caixa harmónica.
O exímio tocador de cordafones tradicionais da Madeira, tem uma particulariedade ímpar na sua forma de execução, sendo que o vulgar «tocar de rasgado» faz-se com o emprego dos dedos anelar, médio e indicador, passando sobre todo o seu encordamento, um movimento com o punho no sentido de cima para baixo, alternando com o movimento do polegar de baixo para cima, sendo que o esquema pode ser inverso."
RODRIGUES, jorge; SOUSA, Jorge, workshop" Cordofones Tradicionais da Madeira, Museu Etnográfico da Madeira, 2006, texto policopiado.
rajao