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Pintura de uma oficina europeia, provavelmente francesa ou inglesa da primeira metade do século XIX, representando o porto do Funchal e um dos seus ilhéus, com o recorte da pequena fortaleza de São José, aí existente. Só depois de 1776 se procedeu à união do ilhéu a terra por muralha construída. Sabe-se que entre 1801 e 1807, aquando da ocupação das tropas inglesas da Madeira, serviu primeiro de quartel general e depois de cadeia.

Este tipo de produção deve enquadrar-se no contexto das potências europeias e do comércio colonial mundial e do progressivo interesse por uma pintura de registo do exótico e de condição topográfica, que foi nascendo ao longo do último quartel do século XVIII e se desenvolveu ao longo do século XIX.
A pintura do Museu Quinta das Cruzes revela um artista de grande qualidade técnica, pela forma sensível como articula os valores lumínicos do céu coado por nuvens, transparências marítimas, pinceladas expressivas e reverberâncias tonais nas pedras dos muros de suporte da fortaleza que se ergue na direita composição. A escala é dada por pequenos figurantes, cuja principal função é harmonizar a esquerda da pintura junto à praia e um segundo plano à direita mais volumoso, em termos estruturais. Entre os figurantes, reconhecem-se no primeiro plano, por detrás de uma volumosa pedra, uma figura com uma típica carapuça pontiaguda, e outra dolentemente posta na escadaria de acesso ao ilhéu, com o traje de vilão e seu barrete.
Fonte: “Obras de Referência dos Museus da Madeira, 500 anos de História de um Arquipélago”; SREC/DRAC/DSM; 2009. [entrada de catálogo nº. 148].
Créditos: Museu Quinta das Cruzes
 
vistadoforteo
 
Vista do Forte de São José | Escola Europeia, França ou Inglaterra (?) | Atribuível a George Chinnery (Tipperary, 1748 - Macau, 1847) ou Auguste Borget (Issoudun, 1809 - Châteauroux, 1877) (?) | 1826/1850| Óleo sobre cartão | A. 29,8 x L. 39,4 cm| MQC 2363|
Fotografia: ©PedroClode2009