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Joaquim Rodrigo nasceu a 7 de julho de 1912, em Lisboa. Concluiu os cursos de Engenharia agrónoma e Engenharia silvícola. Em 1950 inscreve-se num curso noturno de pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes, projeto de formação que acaba por abandonar em 1951. Pintor autodidata, em 1952 realiza uma grande viagem pela Europa, visitando inúmeros museus contactando de perto com a produção artística da época.
Em 1957, marca presença na IV Bienal de São Paulo e em exposições um pouco por todo o mundo: Tóquio (1965); Suécia (1976); Bruxelas (1986); Filadélfia (1987); São Paulo (1989). Em 1972, expõe individualmente pela primeira vez na SNBA, projecto que granjeou o prémio Soquil da Crítica de Arte. Dez anos depois, em 1982, recebe o Prémio AICA.
A obra de Joaquim Rodrigo espelha períodos distintos de exploração pictórica e conceptual. Numa primeira fase, a partir de 1951, a sua pintura é marcada por uma consciencialização abstrata e geométrica de vincado rigor e sintetização cromática de se materializou no uso simplificado de quatro cores: vermelho, ocre, branco e negro.
Numa segunda fase, a partir de 1960, concentra-se na busca da representação figurativa e na narrativa do real através da criação de uma linguagem simbólica própria, fortemente crítica do contexto político-social. Exercendo a sua atividade num regime de apertada censura utilizou nas suas pinturas elementos codificados. Numa terceira fase, deu continuidade aos conteúdos narrativos iniciados na produção anterior, mas centrando a sua ação pictórica na representação de itinerários de viagens constituídos por signos sintetizados do ponto de vista formal, estrutural e cromático.
Em 1966, Joaquim Rodrigo participa no Grande Prémio de Artes Plásticas Cidade do Funchal, tendo-lhe sido atribuído o 1º prémio nesse certame com a obra “Guarda Nocturno”, atualmente pertença da coleção do MUDAS.Museu.

Manteve a sua atividade artística até a data da sua morte, 18 de janeiro de 1997.

Créditos: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira

MudasJoaquimRodrigo