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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. O tradicional carteiro, cuja função era a distribuição da chamada "correspondência", era, sem dúvida, uma figura muito importante, noutros tempos, em que não imperavam as novas tecnologias. Hoje, embora estes profissionais ainda existam e a sua importância se mantenha, esta profissão alterou-se profundamente.
Outrora, quando as notícias chegavam, principalmente, por carta, e eram muitos os familiares próximos emigrados, todos aguardavam ansiosamente a chegada do carteiro, para ficar a par das boas ou más notícias.
Numa época em que, nas zonas rurais, os caminhos não tinham, ainda, toponímia atribuída, nem numeração nas residências, a tarefa do carteiro exigia o conhecimento pessoal de todos os habitantes e todos o conheciam. Sendo o cargo desempenhado, geralmente, pela mesma pessoa, durante muitos anos, isto fazia com que, de certa forma, fosse já considerado como fazendo parte daquelas comunidades.
Transportava uma sacola, geralmente de couro, ou lona, a tiracolo, onde levava a correspondência e usava uma corneta, em latão, como esta que pertence ao acervo do museu, que servia para avisar a população, da sua chegada às povoações, o que, geralmente, acontecia, todos os dias, à mesma hora, de modo a manter-se uma certa rotina, conhecida por todos.
Quando não utilizava a corneta, colocava a mão, à volta da boca, em forma de concha, e, a "plenos pulmões", gritava: correio!
Em tempos remotos deslocava-se a pé. Depois passou a usar bicicleta, motorizada e, posteriormente, automóvel.

Embora, a sua principal tarefa fosse a distribuição da correspondência, por vezes também levava aquela que a população pretendia expedir, que era colocada, numa caixa de correio, com fechadura, espécie de um marco de correio, mas de menores dimensões, da qual possuía a chave, além de vender selos e efetuar registo.

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