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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira.
Sendo a ilha da Madeira muito rica em recursos naturais, o homem recorreu, desde o início da sua ocupação, à utilização de algumas matérias-primas, fornecidas pelo meio, para fazer face às suas necessidades e confecionar peças utilitárias.
Foi o caso da urze, uma espécie endémica, cuja madeira é muito resistente e duradoura. Existem várias espécies de urze. A mais comum é a urze-molar ou betouro (Erica arbórea L.), espécie de origem nativa, da família das Ericaceae. Trata-se de um arbustro ou pequena árvore de folhagem persistente, geralmente com mais de 5 metros de altura, folhas lineares, verticiladas e flores brancas. A sua madeira é de cor vermelha acastanhada.
Devido à sua durabilidade e resistência, era utilizada, quotidianamente, na confeção de diversos artefactos, nomeadamente utensílios relacionados com a faina agrícola, utensílios domésticos e até cestaria.
Com ela se faziam os cajados, com os quais os leiteiros transportavam as bilhas do leite, para venda ao domicílio, constituía uma das madeiras indígenas, utilizadas nas tradicionais obras de embutidos, era utilizada na construção de instrumentos musicais, nomeadamente as chamadas “castanholas da Tabua”, únicas no arquipélago, na construção de brinquedos, como é o caso do pião e era utilizada, também, na confeção de mobiliário, como é o caso desta “banca de três pés”, que faz parte do acervo do museu.
Elemento muito presente nas casas menos abastadas, nas quais o mobiliário era muito reduzido, era, ainda, muito utilizada pelos sapateiros e outros artífices, motivo pelo qual é, também, conhecida popularmente, por “banca de sapateiro”.
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