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Nasceu no Porto a 8 de junho de 1934. Artista autodidata foi influenciado pela literatura e filosofia. Destacou-se no panorama da arte portuguesa com uma produção artística de charneira na transição do surrealismo para o gestualismo e, depois, para um novo tipo de figuração, percorrendo, a sua produção, diversos movimentos artísticos da vanguarda, desde Abstracionismo à Nova figuração, encetando ainda passagens pela Op Arte e Arte Pop.
No seu percurso artístico podem distinguir-se três fases estratificadas entre os finais da década de cinquenta e os anos setenta do século passado. Até 1958, produziu desenhos de influência surrealista; no início da década de 60, inicia um novo período com a realização pinturas que apontam para o informalismo, com técnica de execução rápida e sem retoques; a partir de 1964, aproximou-se do conceptualismo, cruzando a pintura neofigurativa com a produção de objetos, associando frases numa atitude de reflexão e de crítica de arte. A sua produção artística foi sempre acompanhada de uma constante teorização sobre o seu próprio trabalho e sobre o estado da Arte Portuguesa.
Em 1957 é galardoado com o Prémio de Desenho na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1965 recebe o Prémio de Pintura da Casa da Imprensa, e em 1968, o Prémio de Desenho no 3º Salão Nacional de Arte Moderna.
No ano de 1967 representa Portugal na IX Bienal de São Paulo, e nesse mesmo ano é galardoado, na Madeira, com o Grande Prémio Cidade do Funchal, com a obra “Um glorioso soldado da anarquia”, na II Exposição de Arte Moderna. Morre em 1978, em Lisboa.

Créditos: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira

MudasAntonioAreal