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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. Telecomunicações. 
Quem se lembra dos antigos telefones, nos quais se “discavam" os números, para estabelecer uma ligação?
O aparecimento do telefone, equipamento, hoje, tão banal, resultou de inúmeras invenções. Criado na segunda metade do século XIX, a invenção deste aparelho de comunicação, que
permitiu transmitir a voz humana, através de longas distâncias, terá ocorrido de forma acidental, para aperfeiçoar as transmissões do telégrafo, de estrutura muito semelhante.
Nos primórdios, para se concluir uma ligação, os telefones eram conetados a uma central manual, operada por uma telefonista. O utilizador girava uma manivela, gerando a chamada “corrente de toque”, a telefonista atendia, o utilizador informava com quem desejava comunicar, e a telefonista efetuava a conexão manualmente.
Anos mais tarde, surgiram as centrais automáticas e os telefones passaram a ser providos de discos que, ao serem selecionados, enviavam a sua sinalização, numa série de impulsos, completando a ligação.
Os discos geravam a sinalização decádica, que consistia numa série de impulsos (de 1 a 10). Esta tecnologia prevaleceu até surgirem os teclados eletrónicos, na segunda metade do século XX, que permitiam demorar menos tempo para completar uma ligação, sendo mais “fáceis” de discar.

Além dos telefones residenciais, como este, que faz parte do acervo do museu, era muito comum encontrar, há anos atrás, telefones públicos, protegidos em cabines, distribuídas pela cidade, nos quais, inicialmente, utilizavam-se fichas ou moedas, para completar as ligações, substituídas, mais tarde, por cartões telefónicos.
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