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Barro vidrado a vermelho.
W. Schiller & Sohn, Boémia, ca. 1860-1890.
"Hunting jug" é um jarro cuja decoração é baseada no tema da caça. A caça é um tema antigo na pintura, na escultura e nas artes decorativas, mas ao testemunhar uma atividade desportiva e de lazer restrita à aristocracia torna-se particularmente popular no século 18, tal como no século seguinte quando se abre à classe média Na cerâmica as cenas de caça surgem em peças utilitárias, mas também em peças decorativas oferecidas ou apresentadas como troféu após uma caçada.
Existem diferentes jarros desta tipologia, entre os quais este, da coleção da Casa-Museu Frederico de Freitas, em cerâmica relevada, em que o corpo exibe as presas da caça penduradas - lebres, coelhos, gansos, outras aves e raposa - e a asa é em forma de cão - o galgo. A mais antiga referência encontrada para este modelo de jarro, remonta aos inícios do século 19, à fábrica de Isleworth, de Joseph Shore, na Inglaterra. O modelo foi muito difundido durante os séculos 19 e 20, por diferentes países, diferindo as pastas, as cores e alguns elementos decorativos. Em Portugal, a Vista Alegre ainda produz exemplares brancos, em biscuit, e nas Caldas da Rainha foi fonte de inspiração para algumas produções em vistosa faiança colorida. Este jarro, coberto de vidrado fosco, de um intenso tom de vermelho, foi realizado na fábrica W. Schiller & Sohn, localizada em Obergrund, Boémia, atual República Checa, a laborar entre 1850 e 1914. É de realçar que os exemplares monocromos são geralmente mais sóbrios, com uma decoração mais detalhada, sendo especialmente vistosos os de cor vermelha, pela sua forte tonalidade ligada à cor do sangue e por isso mais adequada ao tema da caça que ilustra, ou simplesmente por esta ser a cor do prazer associada aos sentido.
Créditos: Museu de Fotografia da Madeira - Atelier VIcente's
jarron