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Faiança.
Portugal, séc. 17 (2ª metade).
O QUE É O AZULEJO?
Azulejo é barro, é vidrado, é quadrado. É terra, é fogo, é lógica. É um revestimento que conserva e embeleza. Por vezes é discreto e nem se nota, outras é imponente, comovente até às lágrimas. Por isso o azulejo é mágico.
É uma estranha parcela de um todo. Isolado representa pouco, mas multiplicado e enquadrado, cresce, integra-se, completa-se, ganhando sentido num revestimento que pode ser humilde ou majestoso. E o curioso é que por maior que seja a área azulejada, a falta da mais ínfima parcela, equivalente a um azulejo, torna-se uma lacuna que ressalta e compromete o conjunto. Por
É um saber antigo, orgulho, tradição, renovação. É a capacidade de renascer e sobre
isso cada azulejo é importante.
É esforço, tempo e dedicação. É a manipulação de materiais modestos para um resultado deslumbrante. É o fado de gerações de pintores, oleiros e ladrilhadores que enriquece arquiteturas. Por isso azulejo é fortuna.
tudo um reinventar que o tornou tão nosso. Por isso azulejo é dinâmica.
É arte e imaginação. É a expressão de um país, a imagem cintilante que há muito nos marca a alma e que tão bem reconhecemos por sermos tão semelhantes. É sobretudo azul, com um sem fim de cambiantes… como o nosso mar… como o nosso céu… mas não só. Também não somos só mar e céu… Por tudo isso azulejo é Portugal.
Ana Margarida Araújo Camacho
In “AZULEJO - O Que é”. Rosário Salema de Carvalho (coord). Centro Atlântico, 2018
Créditos: Casa-Museu Frederico de Freitas
 
 
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