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O Milagre da Nazaré narra uma lenda de 1180, quando D. Sancho I liderava a reconquista do Alentejo e do Algarve e D. Fuas Roupinho, seu cavaleiro, defrontava os mouros em Porto Mós, fazendo prisioneiros o rei Gamir e sua filha. Quando o rei mouro morreu, a jovem princesa, inconsolável, quis conhecer melhor o Deus dos cristãos e, sobretudo, a Mãe desse Deus.
D. Fuas Roupinho levou-a a conhecer a imagem de Nossa Senhora da Nazaré que ele venerava e deixou-a perto da imagem enquanto foi caçar. Montava D. Fuas Roupinho o seu cavalo quando vê passar um vulto negro e estranho. Pensando ser um veado, perseguiu-o e o animal em desafio passa por ele uma e outra vez, o que desperta mais o seu desejo de o apanhar. A perseguição torna-se feroz até que quando está prestes a apanhá-lo o cavalo para junto a um precipício sobre o mar. O cavalo empina-se desesperado e o veado desfaz-se em fumo. D. Fuas Roupinho clama por Nossa Senhora da Nazaré e cavalo e cavaleiro salvam-se, ficando as patas traseiras gravadas no rochedo, marca essa que ainda hoje existe. D. Fuas Roupinho corre para junto da Virgem a agradecer a proteção e promete levar a imagem para o local do milagre. Mais tarde, manda construir a capela da Nossa Senhora da Nazaré nesse mesmo local em homenagem ao milagre que o salvou.

Créditos: Solar de São Cristovão.

 

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Aparição e Milagre de N. Sª da Nazaré a D. Fruas Roupinho do Séc. XVII

Óleo sobre tela, encontra-se no Solar de São Cristóvão muito provavelmente desde a sua fundação.