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O Museu Etnográfico da Madeira, associa-se à comemoração da Festa do Vinho 2021 (8 a 24 de outubro), com a publicação de temas, relacionados com a atividade vitivinícola.
Hoje partilha uma peça emblemática, um "lagar de cocho", usado na pisa das uvas, que faz parte do acervo do museu e está patente ao público, na exposição permanente, dedicada à vitivinicultura. Visite! Sendo a ilha da Madeira muito rica em recursos naturais, o homem recorreu, desde sempre, à utilização de algumas matérias-primas fornecidas pelo meio. Entre os recursos de origem vegetal, a urze, cuja madeira é muito duradoura e resistente, foi uma das espécies endémicas sabiamente aproveitadas pelo povo.
Existem várias espécies de urze, sendo a mais comum a urze-molar ou betouro (Erica arbórea L.), espécie de origem nativa, da família das Ericaceae. Trata-se de um arbusto ou pequena árvore, de folhagem persistente, geralmente com mais de 5 metros de altura, sendo a sua madeira vermelha acastanhada.
Esta madeira foi utilizada, durante séculos, na confeção de inúmeros artefactos, nomeadamente diferentes tipos de vassouras. Confecionavam-se vassouras de maiores dimensões para varrer as vias públicas ou utilizadas nas lides domésticas, para varrer a cozinha ou os “terreiros” (quintais) e outras, de menores dimensões, para varrer a cinza, nas lareiras, ou o “bagaço” das uvas, nos lagares, durante a “pisa” do vinho.

FOTOGRAFIA: Fernando Líbano, Arquivo MEM (Exposição temporária “Artefactos em urze”, MEM, 2019).

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