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O Museu Etnográfico da Madeira, associa-se à comemoração da Festa do Vinho 2021 (até o dia 24 de outubro), com a publicação de temas, relacionados com a atividade vitivinícola. 
Hoje divulga mais uma das ferramentas utilizadas na atividade tradicional de tanoaria: a plaina. 
Esta peça faz parte do acervo do museu e está patente ao público, na exposição permanente, dedicada à vitivinicultura. Visite!
Existiram inúmeros tanoeiros na cidade do Funchal, a trabalhar por conta própria nas suas “tendas” (oficinas) ou a prestar serviço nas casas vinícolas. A presença destes profissionais na nossa cidade está representada na sua toponímia, existindo uma rua com a designação destes artífices, a rua dos Tanoeiros.
Além do tradicional “vasilhame”, ou seja, barris, cartolas, pipas, tonéis e cubas, estes artífices também confecionam outro tipo de peças, nomeadamente medidas, funis, jarros, bancos ou mesas.
Na confeção dos artefactos utilizam, como matéria-prima, diferentes tipos de madeira, nomeadamente carvalho americano, castanheiro, acácia, mogno ou urze. Os aros, utilizados na montagem dos artefactos, são de ferro.
As principais ferramentas usadas pelos tanoeiros são as plainas, os chaços, a enxó, os sagotes, a serra de voltear, o malho, o compasso, os cutelos, a pua, o “trade”, o “rebote”, a bigorna, e o banco de tanoeiro, popularmente conhecido por “muleta”.
As plainas são ferramentas utilizadas, usualmente, em carpintaria, mas também na tanoaria. Servem para nivelar e determinar a espessura das peças. Existem plainas de vários tipos, que podem fazer desde o desbaste grosseiro duma peça serrada até ao afagamento final.

plainan