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No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arte, damos seguimento à rúbrica que iniciamos há sensivelmente três semanas, “Um dia uma obra” na qual partilhamos diariamente algumas informações sobre as obras e os artistas representados na coleção do MUDAS.Museu.

Destacamos a obra de Pedro Tudela.

Nasceu em Viseu, em 1962. Concluiu, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde é Professor Assistente desde 1999, o Curso de Pintura e o Doutoramento em Arte e Design. Foi cofundador do Grupo Missionário.
Organizou exposições nacionais e internacionais de pintura, arte postal e performance. Participa em vários festivais de performance desde 1982. Foi autor e apresentador dos programas de rádio “Escolhe um Dedo” e “Atmosfera Reduzida” na XFM, entre 1995 e 1996.
Em 1992, por ocasião da exposição “Mute ... life”, funda o coletivo multimédia “Mute Life dept.” [MLd]. Enveredou pela produção sonora em 1992, participando em concertos, performances e edições discográficas, em Portugal e no estrangeiro.
É autor de “Three Body Problem”, álbum musical composto a partir da banda sonora original da peça de teatro “Agapornis”, inspirada na vida e obra de Anais Nin, apresentada em outubro de 2014 no Teatro Carlos Alberto.
Co-fundador e um dos elementos do projeto multidisciplinar e de música digital “@c”.
Trabalha em cenografia desde 2003 no Teatro Nacional D. Maria II, onde foi responsável pela cenografia das peças de teatro: “O Doente Imaginário”, 2013, e “O Avarento”, 2014, ambas de Moliere; “Alma”, a partir da “Auto da Alma” de Gil Vicente, e Sondai-me / Sondheim, 2004, musical com canções de Stephen Sondheim.
Expõe individualmente com regularidade desde 1981. Participa em inúmeras exposições coletivas em Portugal e no estrangeiro desde o início da década de 80. Encontra-se representado em museus, coleções públicas e particulares. Vive e trabalha no Porto.
As suas exposições, quando não se assumem como instalação, recorrem a uma encenação cuidada, multimédia, com especial relevância para o envolvimento sonoro. O som assume-se como elemento plástico, e diz Tudela em entrevista à “ARTECAPITAL” que o seu “interesse pelo som já vem de há muito. Incluí-lo e/ou comprometê-lo com a minha prática plástica só se efetiva em 1990 com o projeto Mute ... Life. Com esse projeto entendi que a plasticidade do som tinha lugar no meu trabalho.”
Neste “Sem título” que integra a coleção do MUDAS.Museu, a composição está longe de ser composta com a integração de som ou vibrações mecânicas. Porém a plasticidade apresenta-se na forma de uma comunhão de objetos descontextualizados, das funções para as quais foram concebidos, mas alinhados numa narrativa pessoal de forte carga emocional. É no silêncio, na ausência de som, que parece emanar do vazio e da aparente quietude desta composição simétrica, que nos convida a um diálogo mudo e reflexivo entre o fruidor e os objetos que nos observam.

Créditos: MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira

pedrotudelamudas