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O conjunto de louça que surge na imagem foi concebido pela Fábrica de Loiça de Sacavém, fundada em 1850, em Lisboa. O termo “louça” ou “loiça” é uma designação geral para a manufatura de peças em cerâmica, porcelana ou faiança, os três principais materiais, que se dissemelham entre si pela composição de alguns elementos, apesar de estes três serem feitos de argila ou barro e serem submetidos às elevadas temperaturas do forno.
A cerâmica destaca-se por ser feita através da argila pura, sem adição de outros componentes. A porcelana traduz-se numa variante da cerâmica dura, preparada através da fusão de caulim com feldspato e quartzo cujo produto final é um material não poroso, ou seja, praticamente impermeável. Por último, a faiança, por norma em cores claras, é menos pura por precisar de passar por um processo de esmaltação para diminuir a absorção e, por esse motivo, as peças costumam apresentar um tom marfim, sobretudo com o passar do tempo, podendo ainda adquirir um efeito rachado. Isto porque a temperatura de cozimento da faiança é mais baixa do que a usada na porcelana e, em vez de o esmalte se fundir à peça, ele funciona como uma casca. Neste caso concreto, a louça em questão é feita em faiança, sendo esse um dos motivos pelo qual a Fábrica de Loiça de Sacavém, entretanto encerrada em 1994, sobressai no mercado destes produtos.

A produção de faiança em Portugal iniciou-se no século XVI e desde então cresceu, sobretudo até finais do século XX, sendo os seus principais consumidores as camadas mais abastadas da sociedade. Nos nossos dias, as peças que permanecem intactas constituem objeto de coleções únicas.

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