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As Coleções do Museu Etnográfico da Madeira. Atividades Extrativas: Pesca. 
A apanha é um trabalho individual e manual, praticada com o auxílio de ferramentas, muitas vezes improvisadas ou transformadas, como as lapeiras, as raspadeiras, as facas ou os pregos.
No arquipélago da Madeira, é comum a apanha da lapa (molusco gastrópode), do caramujo (molusco gastrópode, conhecido em Portugal Continental como burrié, burgau ou borrelho) e do caranguejo, praticadas ao longo do litoral, de natureza rochosa, em áreas que ficam total ou parcialmente descobertas, durante a baixa-mar.
Por vezes, a apanha de caranguejos e mariscos é efetuada de noite, utilizando-se o chamado fagote ou candeio, operação designada de fachear. Este utensílio, era também utilizado, durante a noite, para atrair à embarcação peixes de superfície, como o chicharro, a cavala e outros peixes miúdos (ruama) ou peixes de profundidade, como o atum e a espada.
Trata-se de um candeeiro metálico, de forma cónica, provido de uma grossa torcida, feita de trapos velhos, que é colocada dentro de um canudo, do mesmo metal e é alimentado a petróleo.
Atualmente, estes artefactos foram substituídos por holofotes e outros tipos de candeeiros elétricos.

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