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Os produtos das atividades rurais e piscatórias circulavam do campo para a cidade, e dentro da própria cidade surgindo, deste modo, os vendedores ambulantes. Vendiam pelas ruas, ou de porta em porta, apregoando os seus produtos e colocavam os seus géneros em cestas, tabuleiros, caixas ou trouxas. Estes eram transportados ao ombro, à cabeça ou aos braços.
Em determinados ofícios, auxiliavam-se de um cajado, para o transporte ao ombro. Era o caso do leiteiro, que transportava as vasilhas, popularmente conhecidas por “bilhas de leite”, em folha-de-flandres, com várias dimensões, cujas asas eram enfiadas e presas a uma das extremidades do cajado, por uma tira de couro, para evitar grandes oscilações, quando este se deslocava. Na outra extremidade estava pendurada uma corrente de metal, na qual eram enfiadas as canecas de medição, que iam de um quarto de litro até dois litros.
Normalmente, o leiteiro residia nas zonas altas do Funchal ou no campo. A sua presença era denunciada pelo barulho que as suas vasilhas de leite produziam, ao enchocalhar umas nas outras, enquanto percorria os caminhos. Ao chegar à porta do cliente, tocava à porta e gritava: “leiteiro”. Era, então, recebido por alguém da casa, que trazia até à porta uma vasilha, a chamada “leiteira”, recipiente semelhante às bilhas do leiteiro, em folha-de-flandres, mas de menores dimensões. O leiteiro deitava o leite da vasilha para a caneca de medição, consoante a quantidade pedida pelo freguês e depois deitava-o na “leiteira”.

Créditos: Museu Etnografico da Madeira

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