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As Coleções do Museu. 
Artesanato: Vime.  
A "Cesta do Almoço".  
O vimeiro cultivado na Madeira, é um cruzamento da espécie do género Salix alba L. (choupos) com o Salix fragilis L. (chorões). A sua cultura estava espalhada por toda a ilha, principalmente nos terrenos húmidos, leitos das ribeiras, lameiros e próximos das levadas.
O vime é um material de origem vegetal, utilizado desde tempos primitivos. É a haste mole, flexível, comprida, delgada e resistente do vimeiro e constitui a matéria-prima para a produção de diversos artefactos.
Em termos formais e funcionais, a “obra de vimes” divide-se em três categorias: a obra leve (cestos para flores e pequenos objetos), a obra média (cestos de vários formatos para uso doméstico e cestos utilizados na tarefas agrícolas, como os “cestos vindimos”) e mobiliário (cadeiras, mesas, etc.)
O vime constitui uma matéria-prima privilegiada na produção cesteira madeirense. Ao natural ou previamente preparado, era utilizado na confeção dos mais variados cestos, nomeadamente as chamadas "cestas de almoço", como esta pertencente à coleção do museu. Estas caraterísticas cestas eram utilizadas não só para transporte do almoço, mas também a caminho das grandes festas e romarias com a tradicional refeição.
A morfologia dos cestos foi alterando e evoluindo ao longo dos tempos, surgindo novas formas utilitárias e decorativas, adaptadas às novas necessidades e às exigências do mercado. Com o aparecimentos dos objetos em plástico e noutros materiais sintéticos, alguns destes cestos mais populares, utilizados na unidade doméstica ou nas tarefas agrícolas, acabaram por deixar de ser produzidos.

Créditos: Museu Etnográfco da Madeira.

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