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A palha de trigo, utilizada tradicionalmente na nossa ilha para cobrir as casas, era também aproveitada como matéria-prima na produção artesanal.
Na freguesia da Ponta do Pargo, concelho da Calheta, a D. Felisbela Ezaura de Sousa, produzia cestaria em palha de trigo, nomeadamente estes cestos, popularmente conhecidos como “balaios”, utilizados, antigamente, no transporte de água e alimentos.
Eram confecionados com a palha, que lhes fornecia a impermeabilidade necessária. Atendendo a que estes cestos deixaram de ter essa função utilitária, passando a ser meramente decorativos, a artesã, passou a retirar a palha do caule da planta, motivo pelo qual já não se adequavam ao transporte de líquidos.
Para a confeção do cesto, a artífice unia os caules do trigo, com outras fibras de origem vegetal: a espadana ou o vime. Com o auxílio de uma “sovela”, abria a palha, permitindo a passagem dessas fibras. Tal como na maior parte da cestaria, a artesã começava por fazer o fundo do cesto, depois as suas paredes e, por fim, era colocada a asa.
Com o “saber fazer” adquirido ao longo da vida e muita criatividade, a artesã procurou inovar e renovar esta atividade artesanal. Além dos tradicionais balaios, Felisbela Souza produziu variados cestos utilitários e decorativos, com novas formas, ao sabor da sua imaginação. Em 1997, aceitou um novo desafio, proposto pelo museu e produziu, ainda, algumas casinhas em palha, para ornamentação dos tradicionais presépios de “rochinha” e um singelo, mas bonito presépio, que faz parte do acervo do museu.
As Coleções do Museu. 
Artesanato. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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