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Tradicionalmente, eram confecionados dois tipos de botas: a “bota chã” e a “bota de campo”. A designada “bota-chã”, com pele de cabra e sola de pele de vaca, era generalizada aos dois sexos, mas possuía pequenas variações. Inicialmente, parece que a das mulheres levava, na extremidade da volta do cano, uma tira estreita de marroquim vermelho, enquanto a dos homens não possuía qualquer espécie de adorno. O outro tipo de bota, a chamada “bota de campo”, de pele de vaca e sola de borracha, era muito utilizada pelos camponeses, de ambos os sexos, visto ser mais resistente à aspereza dos caminhos e mais adequada aos trabalhos rurais. É o calçado usado, atualmente, pelos “carreiros”, que conduzem os “carros de cesto”, na freguesia do Monte.
Inicialmente, o couro utilizado no fabrico do calçado madeirense era importado. Mais tarde, após a liberalização da preparação desta matéria-prima, foram criadas várias oficinas de tratamento de peles de gado caprino e bovino, os chamados “pelames”, que aproveitavam o couro do gado existente na ilha.
Nos diferentes concelhos da ilha, existiram muitos sapateiros que confecionavam este tipo de calçado, os chamados “sapateiros de calçado branco”, sendo um ofício com grande tradição no concelho de Câmara de Lobos. Estes profissionais iam vender as suas botas à cidade do Funchal, ao chamado “Mercado das botas”, localizado no atual Largo do Chafariz.
As Coleções do Museu. 
Traje Tradicional. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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