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Os meses de Verão – junho a setembro – época das colheitas, são meses festivos por excelência. Trata-se da “recompensa” final, pelo árduo trabalho tido ao longo do ciclo agrícola anual sendo, portanto, uma época de plenitude, de alegria, de festa. Em todas as paróquias celebram-se, por esta altura, festas religiosas ou romarias, que se distinguem das outras festas religiosas, pelo caráter de “peregrinação”, do percurso efetuado pelo povo até o local do santuário, antigamente a pé, por caminhos íngremes e atalhos.
Estas “romarias” são uma tradição naturalmente introduzida pelos primeiros colonizadores, apresentando grandes semelhanças com as do Norte de Portugal.
Munidos do bordão, símbolo que os identificava, os "romeiros" calcorreavam os caminhos íngremes, cantando e dançando ao som dos instrumentos tradicionais, ao longo de todo o percurso, para aliviar o cansaço.
Em tempos mais recuados, era comum as mulheres transportarem os farnéis, em cestas de vime, forradas com toalhas brancas e os homens transportarem a bebida, numa cabaça, que depois de seca e despojada das sementes, servia para transportar os líquidos. Mais tarde, o vinho e a aguardente passaram a ser transportados em garrafões e utilizava-se o chifre de bovino, popularmente designado por “CORNO”, como substituto do copo. Havia também quem aproveitasse os chifres dos cabritos, para o mesmo efeito. Estes farnéis eram consumidos durante a viagem, mas também no espaço do arraial, numa espécie de piqueniques, montados à sombra das árvores e das latadas de vinha.
As Coleções do Museu. 
Festas e Romarias. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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