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Em destaque algumas curiosidades sobre Helena Almeida. 
Figura incontornável no panorama artístico português contemporâneo, Helena Almeida iniciou a sua carreira no final da década de 60. Legou-nos uma obra multifacetada, sintonizada com as práticas artísticas mais avançadas da época. Em 1964 desloca-se a Paris com uma bolsa de estudos. Com Fernando Calhau, Alberto Carneiro, Ana Hatherly, Álvaro Lapa, António Palolo, e muitos outros, participa, em 1977, na “Alternativa Zero”, exposição, plural em artistas e propostas, que impulsionou a criação artística e serviu de “barómetro” da arte portuguesa no contexto das vanguardas internacionais.
Nasceu em Lisboa a 1934, falecendo em Sintra em 2018. Termina o curso de pintura na ESBAL em 1955. Expõe individualmente pela primeira vez em 1967, na Galeria Buchholz.
Do ponto de vista investigacional e conceptual, centrou o seu percurso artístico no seu próprio corpo como elemento plástico e composicional das suas criações, “habitando-as” e “aprisionando” os seus processos performativos através da fotografia.
A partir de 1975 a fotografia, a pintura e o desenho conjugam-se na sua prática artística onde o seu corpo integra a suas, designadas de “telas habitadas”. A partir dos anos 80, a escultura e a performance são as linguagens presentes nas suas obras com foco na relação entre o corpo e o espaço.
A retrospetiva da sua obra, intitulada "A minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra", foi exposta no Museu de Serralves, em 2015, e em Paris e Bruxelas, em 2016. Em 2018 foi uma das artistas em destaque na Tate Modern, em Londres, onde apresentou a peça fotografica “Tela Habitada” e a série “Desenho (com pigmento)”.
Com um vasto currículo de exposições individuais em Portugal e no estrangeiro, representou Portugal na Bienal de São Paulo, em 1979, na Bienal de Veneza, em 1982 e 2005, e na Bienal de Sidney, em 2004. Obteve vários prémios dos quais se destacam: “1º Prémio de Desenho”, Coimbra, 1969; Prémio da 11ª Bienal de Tóquio; Prémio da Bienal de Vila Nova de Cerveira, 1984; Prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, 1984; vencedora da 1ª edição do Prémio BESphoto (atual NOVO BANCO Photo), 2004; Prémio AICA, 2004. A 9 de junho de 2003, foi agraciada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Esteve presente na “II Exposição de Arte Moderna”, 1967, no Funchal, com a obra “Pintura nº 1”, de 1966, uma das primeiras obras da sua carreira e uma das primeiras a integrar a coleção deste acervo. Do núcleo que integra a sua representação destacamos hoje um conjunto de fotografias de 1977 que intitulou de "Desenho habituado".

Créditos: MUDAS.Museu de Arte Contemporânea da Madeira.

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