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A “debulha” é o processo de extração do grão, que consiste em separar as espigas e desalojar o grão das mesmas. Após a “debulha”, procedia-se à limpeza do grão. Inicialmente, ambas as operações eram efetuadas de forma manual. A mecanização deste processo foi lenta, devido à dificuldade nos acessos às terras, pelo que até meados do século XX, a debulha mecânica cingiu-se aos arredores do Funchal e a algumas zonas do litoral sul.
Na operação manual de limpeza do grão eram utilizados vários utensílios, nomeadamente o “forcado” ou “forquilha”, a “pá de aventejar” e a “joeira”.
A pá, utilizada na operação de “aventejar”, apanhava e levantava as espigas. Esta operação consistia em atirar o grão para o ar, de modo a que caísse aos pés do agricultor, enquanto a “moinha” - os restos de palha na espiga - era levada pelo vento. Este processo repetia-se, as vezes necessárias, até que o grão estivesse devidamente limpo.
BIBLIOGRAFIA: BRANCO, Jorge Freitas, Camponeses da Madeira – As bases materiais do quotidiano no Arquipélago (‪1750-1900‬), Publicações D. Quixote, Col. Portugal de Perto, Nº 13, Lisboa.
As Coleções do Museu. 
Atividades Produtivas. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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