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A debulha dos cereais é o processo de extração do grão, que consiste em separar as espigas e desalojar o grão das mesmas.
No nosso arquipélago utilizavam-se diferentes técnicas e, consequentemente, diferentes utensílios nesta operação. A utilização de diferentes instrumentos, nesta fase de tratamento dos cereais, prendia-se, por um lado, com a quantidade de grão a extrair e, por outro lado, com as condições ambientais e a utilização a dar à palha. 
Na ilha da Madeira era mais comum o uso do “mangual”, que não quebrava a palha, podendo aquela ser aproveitada para “abafar” (cobrir) as chamadas “casas de colmo”, enquanto na ilha do Porto Santo utilizava-se o “trilho”, que quebrava a palha, visto esta não ser necessária para cobrir as casas, que ali eram cobertas com “salão” (barro local). 
O mangual é um instrumento de percussão indireta, composto por dois paus, o cabo e o “pírtigo”, ligados e articulados numa das extremidades por tiras de couro, a chamada “meã”. Esta prende à extremidade de cada uma dessas peças por dispositivos também de couro, ou de borracha, os quais têm as designações de casula (do cabo) e encedouro (do pírtigo).
Para proceder à operação de debulha, o malhador empunha o cabo com as duas mãos, e bate o cereal com o pírtigo. Esta operação é conhecida, popularmente por “malhar o trigo”. 
As Coleções do Museu. 
Ciclo dos Cereais. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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