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O pião é um jogo popular infantil, que esteve muito em uso até o século passado. Este artefacto de madeira possui uma ponta metálica e é envolvido com um “baraço” ou “guita” (cordel ou cordão).
Durante o jogo, é atirado ao chão, com o auxílio do fio, que é desenrolado bruscamente, quando é lançado, imprimindo-lhe um movimento giratório. O cordel segura-se com a mão por uma das extremidades, o qual se desenrola quando é atirado ao chão, puxando-se o cordel no sentido contrário.
O objetivo do jogo é que o pião permaneça a rodar, sobre a ponta de metal, o maior tempo possível. Por vezes, faziam-se “batalhas” para tentar derrubar o pião do adversário, na chamada “roda”. Marcavam no chão um círculo de jogo e o objetivo era os jogadores projetarem o seu pião, em direção ao círculo, conseguindo que aquele atirasse os restantes para fora do círculo.
Consta que, na Antiguidade, este objeto teria tido um significado místico, estando ligado a rituais de premonição e de leitura de presságios.
Este brinquedo, de tradição secular, já era utilizado pelos gregos e romanos, mas parece ter sido introduzido no ocidente, pelas culturas orientais, nomeadamente chinesa e japonesa. No Japão, esta atividade lúdica era considerada quase uma arte, organizando-se espetáculos com exercícios de equilíbrio nas mãos e em diferentes superfícies. Entre as nossas crianças, também era comum tentarem equilibrar o pião nas palmas da mão.
É um brinquedo presente em quase todas as culturas do mundo e constituiu um dos jogos mais populares, até a década de 70, do século passado. Embora mais recentemente se tenham tentado criar modelos práticos e mais atrativos deste brinquedo, acabou por perder adeptos e desaparecer, com o aparecimento dos novos brinquedos e das novas tecnologias. 
As Coleções do Museu. 
Atividades Lúdicas. 

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira

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