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O carro de bois madeirense terá influência do modelo do carro de bois do nordeste português e da tradicional corsa madeirense, um veículo de arrasto utilizado para o transporte de mercadorias. 
Era um meio de transporte com lotação para quatro pessoas, muito utilizado na primeira metade do século XIX, essencialmente na cidade do Funchal, visto ser impróprio para as encostas e caminhos íngremes das zonas rurais. Contudo, o seu uso não foi muito comum entre o povo. Apenas as classes mais abastadas possuíam uma junta de bois ou cavalos para utilizar como transporte e teriam condições para a manutenção regular, necessária a este tipo de veículos. 
Mais tarde, este tipo de transporte, com características mais populares, como este exemplar que pertence à coleção do museu, com cores garridas na caixa e cortinas e almofadas forradas em tecido com motivos florais e cores vivas, generalizou-se na cidade do Funchal, para uso dos turistas, tendo circulado na então designada “Avenida do Mar”, atual Avenida das comunidades Madeirenses, até os anos 80 do século XX. 
“Assemelha‑se a um tipo de semicaleche, sem rodas, arrastado por bois. Consiste numa caixa de madeira, ou parte entrançada de vimes, feita de castanho, til ou vinhático, apoiando‑se em pilhas de meias‑molas de dinamómetro sobre a soleira coberta por uma fita metálica.” 
O carro era conduzido pelos “boieiros”, trajados de branco, que calçavam “botas de campo” e usavam chapéu de palha e pelo “candeeiro” que se encarregava da “soga” (tira de couro que se prende ao boi e pela qual ele é guiado e puxado). 
BIBLIOGRAFIA: SIMÕES, Álvaro Vieira e SUMARES, Jorge e SILVA, Iolanda; Transportes na Madeira, D.R.A.C. Funchal, 1983.
As Coleções do Museu. 
Transportes. 

Créditos: Museu Etnográficoa da Madeira.

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