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Esta pintura tem como tema central, o navio “Dunira”, pertencente à Companhia das Índias Orientais Inglesas, em passagem pela baía do Funchal, provavelmente a caminho da Índia, em 1830, data que coincide com uma das últimas viagens que realizou com destino ao Oriente, entre 1830-1831.
Realçado por um céu raiado de suaves tonalidades de lilás e um mar relativamente agitado, o “Dunira” surge na sua grandeza, valorizado pela atmosfera, onde a luminosidade é habilmente conduzida para o navio.
Em plano de fundo, podemos observar uma vista panorâmica, com uma perspetiva rara e invulgar, que abrange a totalidade da baía do Funchal e a sua arquitetura.
Esta obra encomendada a Thomas Buttersworth pelo Capitão do navio Montgomerie Hamilton, como forma de comemorar os 20 anos da sua carreira, constitui um importante contributo para a compreensão e estudo da iconografia da cidade do Funchal e para o entendimento das relações e da importância que a ilha da Madeira teve nas rotas marítimas, comerciais e de navegação do império colonial inglês.
Thomas Buttersworth (1768-1842), tal como outros pintores da escola inglesa do final do século XVIII, Nicholas Pocock, Robert Dodd, Thomas Luny, Thomas Whitcombe, destacou-se na representação de temas marítimos.
Fonte: “Obras de Referência dos Museus da Madeira, 500 anos de História de um Arquipélago”; SRE/DRAC/DSM; 2009. [entrada de catálogo nº. 145].

Créditos: Museu Quinta das Cruzes

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The Honourable East India Company’s Ship Dunira Passing Funchal Bay, Island of Madeira| Escola Inglesa, Thomas Buttersworth | 1830 | Óleo sobre tela| A. 82 x L. 122cm| MQC 2398 
©PedroClode 2009

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A composição é enriquecida pela representação de alguns detalhes, como por exemplo, as figuras de marinheiros no cimo dos mastros, controlando e orientando as velas do navio.
©PedroClode 2009

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Se por um lado, é evidente o rigor topográfico, a preocupação de sinalização e identificação de alguns edifícios emblemáticos da cidade, como a Igreja do Monte, o Forte do Ilhéu, ou o Pilar de Banger, por outro, o autor revela um sentido fantasista na representação imprecisa do casario, cuja localização é ajustada à composição geral do tema.
©PedroClode2009