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O “moinho de mão”, ou “mó”, foi um instrumento de trituração do grão muito usado em todo o arquipélago e a sua utilização estende-se a todos os cereais. 
Consiste em duas pedras redondas, em forma de grossos discos sobrepostos, de modo a que a superior, a andadeira, possa rodar em torno dum eixo comum. As duas pedras são feitas do mesmo material, basalto, e talhadas a martelo. Ao centro da inferior, chamada “pouso”, existe uma pequena peça de ferro, a “segurelha”, a fazer de eixo, em volta do qual se dá a rotação da “andadeira”. Esta última tem na sua face superior, uma perfuração descentrada, onde se introduz um curto cabo de madeira, com o qual o utente imprime movimento a este engenho rudimentar.
O grão é introduzido no centro da “andadeira”, o chamado “olho da mó”, e penetra na área compreendida entre as duas pedras. Como só a “andadeira” é mantida em rotação, o grão envolvido, entre as duas pedras, começa a ser triturado. Regra geral, o pouso tem um diâmetro maior que a “andadeira”, estando os seus bordos alteados, por forma a concentrar o grão a ser moído. 
Este instrumento é utilizado, pelas mulheres, na unidade doméstica, para triturar pequenas quantidades de cereal. Colocam o moinho entre as pernas e permanecem sentadas durante o trabalho. Usualmente as mós possuíam cerca de 30 a 40 cm, de diâmetro. Contudo, existem moinhos cujas mós possuíam cerca de 75 cm, sendo nestes casos o seu cabo prolongado e movido por uma pessoa em pé. 
No arquipélago, eram ainda utilizados moinhos manuais, de menores dimensões, para triturar tabaco.
As Coleções do Museu. 
Ciclo de Cereais. 

BIBLIOGRAFIA: BRANCO, Jorge Freitas, Camponeses da Madeira – As bases materiais do quotidiano no Arquipélago (‪1750-1900‬), Publicações D. Quixote, Col. Portugal de Perto, Nº 13, Lisboa.
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.

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