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Património Cultural Imaterial. Oferendas a São Pedro, na Ribeira Brava.

Nas festas religiosas, é costume as bandas de música partirem, em direção aos vários sítios, para acompanhar o cortejo, no qual vêm as oferendas, com produtos da terra, bebidas, doces, pão, vinho, animais e dinheiro, que são colocados na copa, para serem “arrematadas” ou vendidas através de rifas, simbolizando o agradecimento do povo pela abundância das colheitas e apelando à fertilidade.
Na Ribeira Brava, nos sítios da Fajã da Ribeira e Meia Légua, as oferendas para a festa de São Pedro vêm numa “charola”, espécie de pinha com os melhores produtos agrícolas produzidos. É confecionada sobre uma armação esférica, feita de ferro e arame. O interior é preenchido com palha seca ou feiteira e colocam, em primeiro lugar, no seu extremo inferior, uma abóbora grande, a qual suporta e equilibra os outros "produtos da terra" colocados, sucessivamente, em camadas. Depois, os voluntários dividem-se entre duas tarefas: uns atam os produtos agrícolas, um a um (antigamente com tiras de palha de bananeira e atualmente com ráfia) e outros fixam-nos na armação de ferro e arame (antigamente feita com vime).
Em tempos idos, a charola era amarrada a um pau horizontal e transportada ao ombro por dois homens, até a igreja. Atualmente é transportada numa carrinha, a qual é ornamentada com alegra campo e murta.
Texto: César Ferreira
Ilustrações : António Pascal
Fotografia: Arquivo Regional da Madeira; Hélder Ferreira
 
Capa: Florêncio Pereira
Bibliografia: "Festas e Romarias da Madeira", Cadernos de Campo, N°3, Secretaria Regional de Turismo e Cultura, Direção Regional da Cultura, Museu Etnográfico da Madeira, Funchal, 2019.
Créditos: Museu Etnográfco da Madeira.
 

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