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Assinala-se hoje o 152.º aniversário de nascimento de Carlos Viegas Gago Coutinho (n. S. Brás de Alportel, Faro, 17/2/1869; f. Lisboa, 18/2/1959), geógrafo, cartógrafo, historiador, navegador e destacado oficial da Marinha portuguesa. Exímio estudioso e interessado pelas questões da navegação, entrou para a Armada como aspirante em 1886, e foi sendo sucessivamente promovido a guarda-marinha (1890), a segundo-tenente (1891), a primeiro-tenente (1895), a capitão-tenente (1907), a capitão-de-fragata (1915), a capitão-de-mar-e-guerra (1920), a vice-almirante (1922) e a almirante (1958).

Cartografou Timor, Niassa, Congo, Zambézia, Barotze e São Tomé e Príncipe, tendo assinado também diversos trabalhos na área da geografia, da navegação, da história náutica e dos descobrimentos.
Gago Coutinho foi um dos pioneiros da aviação portuguesa, tendo desenvolvido o sextante de horizonte artificial, um dispositivo de navegação aérea para a medição da altura de um astro, sem recurso ao horizonte de mar e, conjuntamente com o capitão-tenente Artur de Sacadura Freire Cabral, inventou ainda um "corretor de rumos", que compensava o desvio causado pelo vento. Estes instrumentos foram testados com sucesso, na primeira travessia aérea Lisboa-Funchal, realizada por esta dupla no dia 22 de março de 1921, no hidroavião Felixtowe F-3.
Este voo foi o ensaio para uma travessia ainda mais temerária, que ambos os oficiais da Marinha Portuguesa realizaram, e que é um marco indelével da história da aviação portuguesa (e mundial): a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidroavião Fairey III D Mkll, batizado «Lusitânia». A viagem, com destino ao Rio de Janeiro, assinalou o primeiro centenário da independência do Brasil, e foi iniciada em Lisboa, a 30 de março de 1922.
Este feito granjeou-lhe várias distinções, tendo sido promovido a contra-almirante e agraciado com a Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1922) e com a Grã-Cruz da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico (1922). Ao longo da sua vida foi agraciado com as seguintes honrarias: Comendador (1919), Grande-Oficial (1920) e Grã-Cruz (1922) da Ordem Militar de São Bento de Avis; Grã-Cruz da Ordem do Império Colonial (1943); Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo (1947), entre outras condecorações estrangeiras.
Créditos: Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicente's.
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PHOTOGRAPHIA VICENTE
Carlos Viegas Gago Coutinho, à direita, acompanhado por Artur de Sacadura Freire Cabral, na varanda do palácio de São Lourenço, freguesia da Sé, concelho do Funchal | 21-10-1922
24 x 18 cm | Negativo simples, vidro | Gelatina sal de prata
MFM-AV, Inv. VIC/13255
Em depósito no ABM
 
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PHOTOGRAPHIA VICENTE
Retrato de grupo com Sacadura Cabral, sentado, à esquerda, Gago Coutinho, à direita, Roger Soubiran, de pé, à esquerda, e, à direita, Manuel de Ortins Bettencourt | 26-03-1921
21,6 x 16,5 cm | Negativo simples, vidro | Gelatina sal de prata
MFM-AV, Inv. VIC/13253
Em depósito no ABM