Neste dia, há 93 anos, os madeirenses acordam pelas 7h00, com um levantamento militar contra o regime da Ditadura Nacional (1926-1933) implantado pelo golpe de 28 de maio de 1926. A Revolta da Madeira, também conhecida por Revolta das ilhas ou dos Deportados, reuniu o apoio da população, descontente com as políticas económicas impostas pelo governo, e prolongou-se por 28 dias.
As hostilidades começam no dia 26 de abril, no Caniçal, e nos dias que se seguem ocorrem novos ataques na Calheta, Funchal e Machico, sendo que os combates mais intensos ocorreram no dia 30 (Caniçal e Machico). No dia seguinte, as forças governamentais bombardearam o litoral Sul e tomaram Machico, onde se verificam mortos e feridos. No dia 2 de maio, perante a incapacidade de contrariar as forças governamentais, que atacavam por terra, mar e ar, a Junta Governativa da Madeira, reunida no Porto Novo, envia um telegrama de rendição ao ministro da Marinha. Seguir-se-iam represálias de ordem económico-financeira e penas de degredo em África.
Créditos: Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicente's.





PERESTRELLOS PHOTOGRAPHOS
Diversos momentos captados durante a revolta da Madeira
Gelatina e sais de prata
MFM-AV, Inv. PER/5256; PER/5658; PER/5263; PER/5554; PER/5555
Em depósito no ABM

