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Sabia que na Casa da Calçada, hoje Casa-Museu Frederico de Freitas, não era tradição armar a árvore de Natal? Apesar de não haver árvore de Natal, o Dr. Frederico de Freitas assumia com rigor os tradicionais festejos da Festa. A Casa da Calçada apresentava-se particularmente atrativa. As grandes limpezas deixavam as madeiras, os metais, os vidros e os cristais a brilhar.

Cheiros intensos emanavam dos soalhos encerados, das verduras, flores e das iguarias que se preparavam na cozinha. Deliciosas receitas eram saboreadas nas mesas de jantar e do chá adornadas com as melhores loiças, cristais e bordados. Os presépios saiam dos armários e eram exibidos pelos vários espaços. No Jardim de Inverno montava-se o grande presépio de rochinha e a distribuição de presentes pelas crianças da família era uma tradição do dia de Reis, 6 de janeiro.

São essas memórias que a Casa-Museu Frederico de Freitas procura preservar e celebrar, proporcionando, um percurso que valoriza o acervo ligado ao Natal. O objetivo é, ano após ano, surpreender e agradar. Especial realce merece o grande presépio de rochinha armado, tal como antigamente, no Jardim de Inverno. Realizado à imagem da Ilha, apresenta montes, escalonados em socalcos, rasgados por linhas de água e repletos de vegetação. As personagens religiosas desdobram-se em cenas que narram a infância de Jesus e convivem com as figuras regionais, ocupadas nos seus afazeres quotidianos. Todos convergem para a gruta que abriga a cena do Nascimento, núcleo central da composição.
A visita aos presépios na Casa-Museu Frederico de Freitas é gratuita, até 18 de janeiro, de terça a sábado, entre as 10h00 e as 17h30.

Créditos: 600 Anos da Madeira e Porto Santo

CMFF Sabia Que 18 12 2019